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sábado, 2 de junho de 2012

NO SILÊNCIO DA NOITE DEUS SUSSURRA SEU NOME

Na minha infância morava em um verdadeiro condomínio familiar, visto que três casas vizinhas eram de parentes nossos. O bom disso é que não faltavam primos para brincar comigo, jogávamos futebol e vôlei, mais o nosso hobby favorito era jogar vídeo game.


Todavia a minha infância não foi apenas flores, pois passamos por certas dificuldades, mas o que marcou esse período da minha vida foi às coisas estranhas que aconteciam na casa da minha tia, era barulho de pratos quebrando, chuveiro que ligava sozinho, passos de pessoas andando pela casa, etc.

O mais engraçado é que tudo isso sempre acontecia à noite, por isso associei a noite com o medo, visto que morríamos de medo, até parecia os episódios de Chaves quando eles tinham de entrar na casa da Bruxa do 71, entretanto os acontecimentos não eram produzidos pela nossa mente, e sim por uma ação diabólica.

O fato é que no mundo espiritual estava havendo uma guerra entre as forças do bem, e as forças do mal, mas ainda não tinha noção dessas coisas. Lembro-me de uma noite em que meu primo Thiago saiu correndo e gritando por ter visto um menino tomando banho na sua casa. Meu primo Nilson sempre via um menino pendurado no lustre se balançando, todavia o mais assombroso era quando as portas do armário abriam e fechavam sozinha, quem já assistiu ao filme atividade paranormal sabe do estou falando.

Entretanto ainda não havia visto nada só ouvido, mas certo dia durante a noite quando todos dormiam vi um rosto de uma mulher loira, ela olhava para mim e depois olhava para os meus pais, então pouco a pouco o medo foi tomando conta das minhas emoções, ao ponto de bloquear minha voz, de modo que o meu desejo era gritar para acordar meus pais, contudo só consegui cobrir a cabeça com o cobertor.    
Meu coração batia tão forte que pensei que fosse explodir, fiquei ofegante, e não conseguia controlar a respiração, depois de alguns minutos de grande tensão o rosto daquela mulher desapareceu, para minha alegria.

Essa experiência esta gravada na minha memória, mas graças a Deus que não gerou nenhum tipo de complexo, alias fui perdendo o medo na proporção em que entendia que entre o céu e a terra existem mais coisas do que supõe a nossa vã filosofia.

O medo, a síndrome do pânico, depressão pós-parto, e outros tipos de doenças psicossomáticas têm atingido várias vidas, algumas pessoas não se entregam e lutam para sair dessa situação, já outras se entregam e por isso não tem forças para superar as dificuldades decorrentes da luta travada em suas psiques. Conheci uma família que quase ficou neurótica ao assistir um programa chamado “Linha Direta” desenvolveram a síndrome do pânico, e por causa das dos casos violentos noticiados neste programa eles não conseguiam manter suas rotinas do dia-a-dia.
 De modo que o pai já não deixa seus filhos saírem à noite, pois tinham medo de que alguma coisa negativa acontecesse, os dois filhos desse casal também já demonstravam sinais de síndrome do pânico. Apenas com muito diálogo essa família conseguiu superar o medo.

A grande maioria das doenças psicossomáticas tem origem na fenomenologia da mente, entretanto nem todos os casos de depressão são produzidos pela mente e, portanto não podem ser tratados com antidepressivos ou com a ajuda de psiquiatras, pois existem casos que o divã não pode curar através de seu conhecimento, pois eles transcendem o conhecimento das ciências que tratam do Quoeficiente Emocional das pessoas, (psicólogos, psicoterapeutas, psicanalistas, psiquiatras) etc.
  
Algumas pessoas sofrem tanto que pensam em cometer suicídio para escapar de seus problemas, todavia se elas parassem para pensar perceberiam que quem se mata comete homicídios múltiplos: mata primeiro a si, e depois, aos poucos, os que ficam. E, portanto iriam entender que a culpa, os erros, as decepções e as desgraças são privilégios de uma vida consciente. A morte não tem esses privilégios!

Quem disse que você é uma pessoa frágil ou um pobre deprimido que esgotou o prazer de viver? Ou um desprivilegiado... um frustrado? Ou um moribundo que não consegue carregar o peso das suas perdas?
Saiba que no silencio da noite existe um Deus que quer sussurrar o seu nome, e cuidar das suas feridas, basta você dar um passo em sua direção, que você irá sentir a paz Dele sendo derramada no seu coração, e, portanto ainda há uma saída e ela é Jesus. Quem passa pelo divã do calvário sua vida é transformada.

 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.

Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados
Isaías 53:4-5

Portanto por mais escura que seja a sua noite, jamais desista, por que no silêncio da noite Deus sussurra o seu nome, te chamando para um novo tempo, um  alvorecer de esperança, que põe fim a sua dor.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A CRUZ LOCAL DE ENCONTRO COM DEUS


A cruz é o maior símbolo do cristianismo, é local onde morreu o Filho de Deus para salvar a humanidade.

Alguns a usam como se ela fosse um amuleto da sorte, enquanto outros a mistificam a elevando ao status de divindade. Foi através da crucificação de Jesus que todos os meus pecados foram perdoados e minhas feridas saradas.

De modo que ao olhar para a cruz automaticamente lembro-me daquele que um dia se fez carne, e do transvestimento do Filho de Deus assumindo a mortalidade para revelar aos mortais a imortalidade. 
O golgota foi o local aonde todos os meus pecados foram transferidos para Jesus, e a graça de Deus foi transferida para a minha vida.

A graça é o ponto de convergência para uma nova vida, e é responsável por um estado de êxtase, e por profunda devoção. Alias quando gotas da graça caem sobre o nosso ser desperta uma saudade profunda do "perfume de uma flor que não descobrimos, o eco de uma melodia que não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos".

A noção do amor de Deus vindo a nós livre de retribuição, sem cordas amarradas, parece ir contra cada instinto da humanidade. O caminho de oito passos do budismo, a doutrina hindu do karma, a aliança judaica, o código da lei muçulmana — cada um deles oferece um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se atreve a dizer que o amor de Deus é incondicional.

De acordo com o Padre Marcelo Rossi seu livro “ÁGAPE”,   Ágape é amor incondicional, o amor generoso, o amor sem limites; puro, livre!
Estamos acostumados a viver em um mundo em que as pessoas agem na expectativa de reciprocidade. A ação traz uma reação. Infelizmente, não se encontra sabor em relações desinteressadas.  
A suposta amizade vive de expectativas. O que o outro pode me proporcionar?
Que ganho haverei de ter ao ir a tal evento?
Quem é fulano?
O que ele faz?
É filho de quem?

Tempos em que os adornos valem mais do que o essencial. Tristes tempos.
 As amizades interesseiras têm prazo de validade. As relações são inconsistentes. É comum, em um círculo de amigos, cada qual falar de si mesmo como um hobby. Uma geração narcisista. O pronome mais utilizado é o de primeira pessoa: “eu’ Tristes tempos, repito Tempos de escassez de atitudes de misericórdia - descartar uma pessoa é mais fácil do que se desfazer de um objeto de estimação”. Falta estima pelo ser humano. Vivemos em uma sociedade em que o consumo coisifica a pessoa Quanto mais se tem, mais se deseja e, quando não se tem, o desejo também faz questão de ficar.
Falta um sonho de vida e sobram angústias pelas ausências desse sonho.

Todavia em meio a tantas atitudes narcisistas Deus ainda está disposto a derramar da sua graça em nossos corações, mas para que a graça seja derrama sobre a nossa é preciso olhar para cruz e reconhecer que ali é nosso local de encontro com Deus.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Decepcionado com Deus







Quando li pela primeira vez o título do livro de Philip Yancey confesso que fiquei intrigado sobre o seu conteúdo. E ao ler o livro descobri que ele trata de um tema profundo abordando as relatividades humanas diante das circunstancias existenciais.




Descobri que os grandes ícones bíblicos também passaram por momentos de grande decepção, mas entendi que a fé deles foi provada e aprovada por um Deus misterioso que se esconde atrás de uma cortina azul.

O drama de Jó revela como a graça de Deus transcende a lógica humana, qual escritor seria capaz de imaginar que em meio à dor de Jó o grande Elohim se manifestasse de uma forma tão graciosa, para comprovar que existe uma trama terrível contra todos aqueles que O adoram.   
As entrelinhas desta história possuem lições extraordinárias, a morte dos filhos, a perda dos bens, a rejeição de sua mulher, as acusações de seus pseudos-amigos, a angústia por sofrer sem nenhum motivo aparente.

De acordo com Caio Fábio não fomos ensinados a enxergar amor e cuidado no sofrimento e na dor. Para nós “somente todas as coisas boas” são as que “cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Mas, quando temos que nos confrontar, especialmente na vida do próximo, com o efeito-sofrimento, aparentemente sem causa – ou mesmo quando há “causas”, mas as tragédias se mostram maiores que suas “causas aparentes” -, então, facilmente, assumimos a Teologia Moral de Causa e Efeito dos “amigos de Jó”, como explicação para o mal-absurdo e, assim, satanizamos ao nosso próximo.

Contudo o que não entendo é por que Deus age de forma quase imperceptível aos nossos olhos, por que Ele se esconde quando clamamos, e por que Ele não respondeu nem ao seu filho.
Essas indagações perturbam minha alma e, sobretudo são perguntas que estão presentes no livro de Jó.

Tens tu, porventura, olhos de carne?
Vê tu como vê o homem?
São os teus dias como os dias do homem?
Ou são os teus anos como os anos de um homem (Jó 10:4-5)

Jó acusa Deus de ser indiferente a sua dor, de não compreender seu sofrimento, por isso o personagem do oriente médio faz transferência para Deus como se Ele fosse o culpado pelo seu estado de aflição.

Todos nós em algum momento da vida nos sentimos fragilizados por causa das intempéries avassaladoras, tais como: crise na vida conjugal, onde o casamento está prestes a desmoronar, crise no mundo corporativo por não ter o emprego dos sonhos, ou porque a empresa não esta bem.

De modo que as pessoas se decepcionam com o "deus" criado pelos conchaves da religião, pois aprenderam a viver debaixo de credos, e de tradições construídas pelo próprio homem, sim aprenderam a complicar as coisas simples, e por isso caíram nas garras da religiosidade, a qual coloca estereótipos em Deus, que são anti-biblicos.

Portanto o Deus bíblico, e o “deus da religião são pessoas” distintas, mas infelizmente nos aproximamos mais do "deus" da religião do que do Deus da bíblia, e por isso sofremos grandes desilusões, pois o "deus" da religião foi criado com o intuito de justificar as vaidades da própria religião. Quando Karl Marx disse que a religião é o opio do povo, sob certos aspectos ele tinha razão, pois a conotação religiosa acerca de Deus é desastrosa.
Alias é por causa da religião que as pessoas têm o seguinte lema:

 Deus é o responsável pelos meus fracassos, e eu pelos meus sucessos.

Esses pensamentos difusos revelam os vários processos de ambivalência que invadem a mente das pessoas quando elas estão com problemas. Além do mais não compreendemos que a graça de Deus pode estar agindo em nossas vidas como um antídoto para remover o narcisismo da nossa alma.

Em momentos de crise esperamos uma ação sobrenatural de Deus, todavia nos surpreendermos quando ouvimos uma voz doce e suave nos chamando para sair da caverna.

A caverna limita o nosso entendimento e distorce a realidade existencial, por isso é necessário sair da caverna para obter a resposta de Deus. A caverna é local onde nossa vida é solapada pelas adversidades, local onde o profeta de fogo passou por várias crises de depressão, de modo que na caverna Elias era apenas um mero mortal necessitado do socorro de Deus para tratar sua alma angustiada e deprimida.