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terça-feira, 21 de maio de 2013






MISTICOS MATERIALISTAS E SADUCEUS PÓS-MODERNOS!

Lamento muito o fato que para a maioria dos cristãos a fé é apenas uma crença moral e comportamental, de um lado; e, de outro lado, apenas um poder mágico, mediante o qual se pode conseguir coisas, bens materiais e proteção contra a magia, ou ainda poder para subjugar inimigos.

Para a maior parte dos crentes a fé foi reduzida a tais coisas!

Todavia, a fé como relação com Deus, como meio de agradá-Lo, como sustento do espírito na existência, como fidelidade, como poder que atua pelo amor, como constrangimento de amor no coração que cresce em devoção, como conforto e proteção [sem magia], como confiança no cuidado do Pai, como poder que brota do intimo para ser no mundo, como expressão da consciência de Deus em nós; e como olhar existencial que nos conduz a perseverarmos e mesmo nos gloriarmos nas tribulações; e mais: que nos deixa antever a glória de Deus por vir a ser revelada plenamente em nossas vidas — sim, tal e tais perspectivas da fé estão praticamente mortas nos corações dos cristãos de hoje.

Com isto sucumbiu também a fé como poder/privilégio de perdoar, de não odiar, de não se vingar, de crer na justiça de Deus ao seu tempo..., etc.

Além disso, também com tal perversão da fé faleceu a esperança que se alimenta da eternidade, e que tem no por vir seu gozo fomentador de alegria hoje, posto que somente por tal percepção já se possa tratar a morte como morta na existência de todo aquele que crê.

Desapareceu também a fé como resposta-em-si-mesma aos absurdos calamitosos da existência, posto que agora, como a fé é poder mágico de proteção, é apólice de seguro, é garantia de quenada sentido como mal jamais nos abata, qualquer coisa que nos venha com tais desenhos catastróficos abala o que se chama de fé.

Esta é a morte da fé que se vê nos templos lotados de gente que paga pela crença pagã de que fé seja um poder sem mistério, sem silencio..., mas, ao contrário, sempre com respostas desejadas, sempre com explicações e com resultados aferíveis como bens de consumo e como garantias especiais contra os fatos absurdos da existência.

Neste aspecto, a Religião Islâmica não fanatizada oferece princípios mais cristãos aos seus crentes do que o atual Cristianismo misticamente materialista e historicamente saduceu que se instalou entre nós.

Isto porque um lado inteiro do Cristianismo está governado pelo misticismo materialista, que é aquele que crê em poderes espirituais, mas apenas para as guerras do aqui e do agora. De outro lado, entre as confissões históricas, o que prevalece é a fé como ética, culto, rito, comportamento, conduta, ao modo saduceu de ser... — porém, sem o casamento como os poderes do mundo vindouro, sem o gozo da eternidade, sem o poder do Espírito, sem o Cristo vivo, sem a consolação sublime, sem a experiência da real presença de Deus na vida.

Este é o espírito presente nas crenças práticas da maioria dos cristãos. E, por tais crenças, saiba-se: o Evangelho como poder de Deus ficará dia a dia mais morto nos corações humanos e nas casas de culto sem Deus.

Somente tal constatação, seguida de uma determinação radical de abandonarmos todos os nossos pressupostos, e que nos levasse de volta a leitura com fé simples nos evangelhos e no que Jesus e os apóstolos chamaram de fé, é o que poderia ainda nos salvar do paganismo cristão que levou a quase todos de roldão.

Para mim este é um dos sinais mais gritantes dos fins dos tempos, especialmente numa época em que nãos nos faltam Bíblias e nem acesso a informação da Palavra; posto que tal calamidade não decorra de ignorância apenas, mas, sobretudo, da escolha.

Digo a mesma coisa mais uma vez, sempre com a mesma oração de que alguém ainda entenda, veja, discirna, escute e se converta!

sábado, 13 de abril de 2013







LIMPA O MEU OLHAR!

Um olhar condicionado é determinado pela escravidão a algo que não deixa ver! O problema é que o que condiciona o olhar é o próprio olhar.

O olhar, portanto é o mestre ou o algoz do próprio olhar, isso porque há um olhar que antecede ao olhar que vê, falo do olhar que não usa os olhos mais interpreta a vida, falo do olhar que todo ser humano tem mesmo quando fica cego.

Olhar é interpretar, entretanto há um olhar que precede o interpretar, que olhar é esse?
Ora é o olhar do meu ser acerca de mim mesmo, pois eu não vejo mundo algum a não ser que veja a partir do meu ser, talvez seja por isso que Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo, o olhar do meu corpo não tem que iluminar o mundo com luzes e falsificação, o olhar do meu ser somente será iluminado se antes me iluminar.

O meu olhar não tem que iluminar o mundo, mas tem que me iluminar!

Pois de acordo com Jesus é o olhar da alma que determina a nossa condição de luz ou de trevas, portanto temos que olhar para a vida de forma simples e singela, para que o nosso olhar seja bom e verdadeiro.
Temos de olhar para a vida com um coração puro e altruísta, condescendente, o qual se sensibiliza com as mazelas de uma sociedade carente do "Amor de Deus".

Temos de olhar para vida não com o olhar da madrasta de Branca de Neve, que todos os dias ia para frente do espelho apenas para reafirmar seu narcisismo doentio de ser a mulher mais bonita do reino, temos que olhar para o espelho com o intuito de autoanalisarmos as quatro janelas de Johari, por que elas reproduzem o nosso comportamento de forma subjetiva:



Conhecidos por mim
Desconhecidos por mim


Conhecidos pelos outros
Zona Livre ou Pública
Zona Cega

Eu Aberto
Eu Cego



Desconhecidos pelos
Zona Secreta ou Privada
Zona Desconhecida
outros
Eu Secreto
Eu Desconhecido

Logo a visão apresentada por Joseph Luft e Harry Ingham das áreas de personalidade, ou seja, a Janela de Johari (Eu Aberto, Eu Cego, Eu Secreto e Eu Desconhecido), expõe as relações interpessoais e fundamenta a importância da observação do comportamento próprio e dos de outras pessoas. É o “dar-se conta” de como agimos para melhorar a qualidade dos nossos relacionamentos a partir de uma mudança comportamental.

Lembre-se que o espelho é um parâmetro de mensuração, que avalia o nosso comportamento, ele tanto pode dizer que você é o melhor, ou dizer que existem pessoas melhores do que você.
No entanto nem todos estão aptos para ouvir, que a menina Branca de Neve é a mais bela do reino.

Pense nisso!  








terça-feira, 19 de março de 2013



24 HORAS

A série estadunidense de televisão 24 Horas foi estrelada por Kiefer Sutherland, o qual viveu o personagem Jack Bauer um agente da Unidade Contra Terrorista. Cada temporada de 24 episódios cobre 24 horas de um dia da vida de Bauer, usando o método da narração em tempo real.

Esta série coloca o personagem Jack Bauer em várias situações inusitadas onde o agente tem um prazo de 24 Horas para resolver os casos da série. Assim como Jack Bauer temos 24 Horas, para enfrentarmos de frente nossos problemas, e identificar as ameaças que nos rodeiam, e a estabelecer metas, para não perdermos o foco, pois há vários inimigos travestidos de amigos com o qual convivemos sem saber.

Lembro-me de um episódio onde Jack Bauer descobre que existe infiltrado na agencia um agente duplo, não há nada mais desprezível do que a duplicidade, visto que ela carrega consigo o karma da comiseração, a qual não passa de ufania daquele que expressa o sentimento de piedade.  Alias toda pessoa dupla finge conviver de forma harmônica com seu inimigo apenas para descobrir seus pontos fracos e destruí-lo.

Todos os dias tinha o costume de ouvir os casos contados pelo Gil Gomes um espetacular repórter policial, e em razão do tema deste artigo senti o desejo de contar o caso de uma mulher, cujo nome fictício era Ana Júlia, que não conseguia parar em nenhum emprego, e nem ter um relacionamento que durasse mais de dois meses. O mais intrigante dessa história é que todos os namorados de Ana Júlia ao terminarem o relacionamento diziam que ela não prestava e que ela era uma pessoa desprezível. Ana Júlia ficava desolada, e logo buscava consolo no colo de sua mãe, a qual lhe dava vários doces para ela esquecer as mágoas.

O tempo passou e num determina dia Ana Júlia conheceu um rapaz, foi uma paixão avassaladora, e em menos de três meses eles se casaram, e a vida dela deu uma virada fantástica, mas certo dia o seu marido chega até ela e pergunta o que a mãe dela tinha contra ela, pois só vivia falando mal dela. Ana Júlia foi questionar a sua mãe sobre o que estava acontecendo para ela falar mal dela, sua mãe disse que a detestava, pois ela não era sua filha, e sim de outra mulher com a qual o pai dela havia tido um caso, e por isso ela não a suportava, mais a criou pelo fato de não poder ter filhos, e por imposição do marido.