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quarta-feira, 5 de junho de 2013








SERÁ QUE DEUS SENTE SAUDADES DOS DINOSSAUROS?

Raramente vi ou vejo alguém questionando a existência do homem.
Parece que é normal que haja o homem; e que um Universo sem homem seja um nada; e que tudo quanto tenha havido antes do homem não teve sentido; ou que tudo o que venha a existir depois dele — caso o homem aqui não esteja ou não mais seja — também exista sem significado.

Sim! Para o homem, até Deus sem o homem não tem sentido, posto que quem dê de fato — na visão mais honesta do homem — significado a Deus, seja o próprio homem.

Ora, se até Deus precisa se fazer Significativo em razão do homem, pois, entre Dinossauros a Existência Divina devia ser um porre — então, havia anjos, mas, na visão dos homens, os anjos eram uns seres de aplauso, umas criaturas de contemplação, um auditório universal, um Estádio lotado para ver a glória.
Os anjos seriam um solene e divinamente robótico cordão de puxa-sacos eternos.

Assim, com o homem, com sua divina criação, Deus se torna adulto e ganha Sentido. Porém, sem homem, Deus é um desperdício.
É isto que os homens devotos sentem; e é isto, por exemplo, que o Cristianismo ensina, ainda que com bela e invertidas palavras, mas que transmitem este espírito por mim aqui descrito até aqui.

Então, como o Deus de Deus é mesmo o homem, surge a Teologia [a Filosofia, a Psicologia, e todas as Ciências vieram como decorrência], sendo que durante os últimos 1700 anos a Teo-logia, o estudo de Deus, era quem tinha o Direito Canônico de dizer como Deus ficaria melhor frente às novas demandas dos tempos, conforme a necessidade humana, ou dos reis, ou dos políticos, ou, sobretudo, conforme a necessidade de mutação de Deus de acordo com o capricho ou a ganância da “igreja”.
Então, com tamanho poder humano, Deus vai sendo redefinido pelo homem.

Deus gosta de ritos, dizem os sacerdotes. Mas não existem anjos.
Deus gosta de disciplina e moral, mas detesta gente que não tome banho antes de dormir.
Deus ama quem socorre aos pobres, mas acha tolice ficar fazendo orações.
Deus só se revela a quem sabe ler, pois, afinal, a Bíblia é a escrita Palavra de Deus.
Deus sabe quem vai se salvar e quem vai se perder, por isso é que ele me fez nascer no Ocidente da Terra, pra não perder tempo.
Deus não vão perder tempo com tudo, por isto Ele deixa uns mortos de boa vontade vagando pelo mundo, para ajudar os que precisam.
Deus é poderoso demais para precisar de anjos, por isto, anjos não existem.
Deus não vai ser injusto comigo, que neguei todos os meus desejos e volúpias, e no final salvar a todo o homem. Por mim o inferno tem que existir cheio dos outros que não fizeram como eu.

Se a gente for ver o que define a maioria das convicções das pessoas sobre Deus, o que sobrará é basicamente o seguinte:
Deus é a melhor conveniência do culto do homem a si mesmo, usando a idéia de Deus apenas para dar a si mesmo a segurança do Deus que, sem o homem e sem ser para o homem, não teria nenhum significado.

É um Deus quantificado...

Por isso a maioria diz com toda pureza que “crê muito em Deus”.
Ora, esse era o “Deus” que Nietzsche disse que morrera.
Mas, infelizmente não morreu ainda...
Aliás, esse Deus somente morrerá quando Jesus voltar.
Até lá, enquanto o homem se achar o Significador da Existência, 

Deus existirá como concessão do homem, que dá a Deus o poder de ser o Todo-Poderoso que era Quem era, mas que não tinha o que fazer antes de haver homem.
Assim, o homem é o Personal de Deus!

terça-feira, 21 de maio de 2013






MISTICOS MATERIALISTAS E SADUCEUS PÓS-MODERNOS!

Lamento muito o fato que para a maioria dos cristãos a fé é apenas uma crença moral e comportamental, de um lado; e, de outro lado, apenas um poder mágico, mediante o qual se pode conseguir coisas, bens materiais e proteção contra a magia, ou ainda poder para subjugar inimigos.

Para a maior parte dos crentes a fé foi reduzida a tais coisas!

Todavia, a fé como relação com Deus, como meio de agradá-Lo, como sustento do espírito na existência, como fidelidade, como poder que atua pelo amor, como constrangimento de amor no coração que cresce em devoção, como conforto e proteção [sem magia], como confiança no cuidado do Pai, como poder que brota do intimo para ser no mundo, como expressão da consciência de Deus em nós; e como olhar existencial que nos conduz a perseverarmos e mesmo nos gloriarmos nas tribulações; e mais: que nos deixa antever a glória de Deus por vir a ser revelada plenamente em nossas vidas — sim, tal e tais perspectivas da fé estão praticamente mortas nos corações dos cristãos de hoje.

Com isto sucumbiu também a fé como poder/privilégio de perdoar, de não odiar, de não se vingar, de crer na justiça de Deus ao seu tempo..., etc.

Além disso, também com tal perversão da fé faleceu a esperança que se alimenta da eternidade, e que tem no por vir seu gozo fomentador de alegria hoje, posto que somente por tal percepção já se possa tratar a morte como morta na existência de todo aquele que crê.

Desapareceu também a fé como resposta-em-si-mesma aos absurdos calamitosos da existência, posto que agora, como a fé é poder mágico de proteção, é apólice de seguro, é garantia de quenada sentido como mal jamais nos abata, qualquer coisa que nos venha com tais desenhos catastróficos abala o que se chama de fé.

Esta é a morte da fé que se vê nos templos lotados de gente que paga pela crença pagã de que fé seja um poder sem mistério, sem silencio..., mas, ao contrário, sempre com respostas desejadas, sempre com explicações e com resultados aferíveis como bens de consumo e como garantias especiais contra os fatos absurdos da existência.

Neste aspecto, a Religião Islâmica não fanatizada oferece princípios mais cristãos aos seus crentes do que o atual Cristianismo misticamente materialista e historicamente saduceu que se instalou entre nós.

Isto porque um lado inteiro do Cristianismo está governado pelo misticismo materialista, que é aquele que crê em poderes espirituais, mas apenas para as guerras do aqui e do agora. De outro lado, entre as confissões históricas, o que prevalece é a fé como ética, culto, rito, comportamento, conduta, ao modo saduceu de ser... — porém, sem o casamento como os poderes do mundo vindouro, sem o gozo da eternidade, sem o poder do Espírito, sem o Cristo vivo, sem a consolação sublime, sem a experiência da real presença de Deus na vida.

Este é o espírito presente nas crenças práticas da maioria dos cristãos. E, por tais crenças, saiba-se: o Evangelho como poder de Deus ficará dia a dia mais morto nos corações humanos e nas casas de culto sem Deus.

Somente tal constatação, seguida de uma determinação radical de abandonarmos todos os nossos pressupostos, e que nos levasse de volta a leitura com fé simples nos evangelhos e no que Jesus e os apóstolos chamaram de fé, é o que poderia ainda nos salvar do paganismo cristão que levou a quase todos de roldão.

Para mim este é um dos sinais mais gritantes dos fins dos tempos, especialmente numa época em que nãos nos faltam Bíblias e nem acesso a informação da Palavra; posto que tal calamidade não decorra de ignorância apenas, mas, sobretudo, da escolha.

Digo a mesma coisa mais uma vez, sempre com a mesma oração de que alguém ainda entenda, veja, discirna, escute e se converta!

sábado, 13 de abril de 2013







LIMPA O MEU OLHAR!

Um olhar condicionado é determinado pela escravidão a algo que não deixa ver! O problema é que o que condiciona o olhar é o próprio olhar.

O olhar, portanto é o mestre ou o algoz do próprio olhar, isso porque há um olhar que antecede ao olhar que vê, falo do olhar que não usa os olhos mais interpreta a vida, falo do olhar que todo ser humano tem mesmo quando fica cego.

Olhar é interpretar, entretanto há um olhar que precede o interpretar, que olhar é esse?
Ora é o olhar do meu ser acerca de mim mesmo, pois eu não vejo mundo algum a não ser que veja a partir do meu ser, talvez seja por isso que Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo, o olhar do meu corpo não tem que iluminar o mundo com luzes e falsificação, o olhar do meu ser somente será iluminado se antes me iluminar.

O meu olhar não tem que iluminar o mundo, mas tem que me iluminar!

Pois de acordo com Jesus é o olhar da alma que determina a nossa condição de luz ou de trevas, portanto temos que olhar para a vida de forma simples e singela, para que o nosso olhar seja bom e verdadeiro.
Temos de olhar para a vida com um coração puro e altruísta, condescendente, o qual se sensibiliza com as mazelas de uma sociedade carente do "Amor de Deus".

Temos de olhar para vida não com o olhar da madrasta de Branca de Neve, que todos os dias ia para frente do espelho apenas para reafirmar seu narcisismo doentio de ser a mulher mais bonita do reino, temos que olhar para o espelho com o intuito de autoanalisarmos as quatro janelas de Johari, por que elas reproduzem o nosso comportamento de forma subjetiva:



Conhecidos por mim
Desconhecidos por mim


Conhecidos pelos outros
Zona Livre ou Pública
Zona Cega

Eu Aberto
Eu Cego



Desconhecidos pelos
Zona Secreta ou Privada
Zona Desconhecida
outros
Eu Secreto
Eu Desconhecido

Logo a visão apresentada por Joseph Luft e Harry Ingham das áreas de personalidade, ou seja, a Janela de Johari (Eu Aberto, Eu Cego, Eu Secreto e Eu Desconhecido), expõe as relações interpessoais e fundamenta a importância da observação do comportamento próprio e dos de outras pessoas. É o “dar-se conta” de como agimos para melhorar a qualidade dos nossos relacionamentos a partir de uma mudança comportamental.

Lembre-se que o espelho é um parâmetro de mensuração, que avalia o nosso comportamento, ele tanto pode dizer que você é o melhor, ou dizer que existem pessoas melhores do que você.
No entanto nem todos estão aptos para ouvir, que a menina Branca de Neve é a mais bela do reino.

Pense nisso!