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domingo, 13 de julho de 2014














E PARA ONDE IRÃO AS RELIGIÕES?

Assistindo às notícias do mundo [...]
Em quase todas elas a Religião está presente. Os temas vão de Israel ao Vaticano. Do Islamismo aos radicais de Direita Religiosa americanos. Bin, Sharom, Bush, Saddam, Papa...
Todos estão certos de suas certezas…
Não há soluções humanas possíveis!
No centro dos piores conflitos está a Religião!
Ora, onde há religião nunca há paz!
É verdade que as guerras habitam na carne. Mas a carne adora se expressar pela Lei. E nenhuma Lei é mais poderosa que aquela que se impõe em nome de algum “Deus”. Seja qual for o “Deus”.
O Cristianismo está no centro dessas calamidades, em companhia do Judaísmo e do Islamismo.
Trata-se do Triângulo das Bermudas onde todas as esperanças desaparecem no mundo presente.
É verdade que as Forças Econômicas também são poderosas quanto a incitar a guerra. Mas os homens de negócio dão tanto valor ao dinheiro que acabam se entendendo.
É mais fácil unir o mundo em nome do Dinheiro que em nome de um outro “Deus”.
O Dinheiro é “liberal”, negocia. A Religião, não. Por isso é que na Nova Jerusalém não há nenhum “santuário”. João procurou e não achou nenhum...
A Religião só conhece a união entre os absolutamente iguais. Os diferentes são sempre inimigos ou seres a serem conquistados para a “clonagem”.
O problema é que a Terra é habitada por seres diferentes...
Ora, para a Religião “paz” significa uniformidade...
Se sairmos do Mundo em nossa visão maior, e olharmos apenas para o Brasil, o quadro é o mesmo. O que a Religião estabelece é o partidarismo. Prova disso é que quanto mais cresce a Religião—entre elas a Evangélica—, mais aumenta o preconceito e o espírito de divisão.
Religião é Babel: torre do homem para marcar seu nome perante “os céus”. Daí só provém confusão. Linguagens que não se fazem interpretar.
Gente dos “santuários” tem até dificuldade de aceitar—embora esteja escrito—, que na Nova Jerusalém as folhas da Árvore da Vida serão para “a cura dos povos”. Menos ainda conseguem entender que as “nações trarão ações de graças ao Cordeiro” na Nova Jerusalém.
Já criaram até a categoria dos “sub-redimidos” para explicar porque esses “estranhos” terão acesso à Cidade das Doze Portas, e que permanecem abertas o tempo todo, conforme o Apocalipse.
Se dependesse de nossas mentezinhas de azeitona, alguém reescreveria os últimos capítulos do Livro da Revelação.
As portas lá estão abertas demais para o gosto da maioria de nós.
O estranho é que essa Sociedade Redimida tem uma única fonte de Luz: a do Cordeiro.
E tem gente que ainda se admira que lá João não viu “nenhum santuário”!
É claro que não pode haver essas coisinhas por lá. Se houvesse, não seria um lugar de Paz Eterna. Seria apenas a Cidade Amuralhada dos Salvos Presunçosos. Uma Nova Jerusalém Religiosa não seria Nova, seria apenas o Velho Inferno.
Nesse caso, não precisaríamos esperar para chegar lá. Bastava que todos nós nos uníssemos e mudássemos para a Jerusalém Terrestre.
Não! Nada disso! Basta ficarmos Aqui. Basta continuarmos a ser esses robôs religiosos.
O Inferno é profundamente religioso...
Diabo é Divisão!
Quem tem Religião tem o quê?
União ou divisão?
No Oriente Médio é onde superabundam as Religiões. As guerras também. E todos se dizem filhos de “Abraão”. Jesus disse que os que guerreiam em nome da genealogia religiosa são “filhos do diabo” (João 8).
Paulo disse que a Jerusalém Terrestre—essa dos jornais—é a Cidade da Escravidão. Gálatas Quatro!
Todos os seus filhos—filhos da Religião; filhos de Hagar, gerados na escravidão religiosa—, são os que dividem o mundo e a humanidade, em nome de “Deus”.
Quanto mais Religião, mais guerras haverá.
Religião deveria ser Re-ligação...
É sempre assim: usa-se o termo apenas para iludir os propósitos do coração. Nesse caso, o que prevalece é o desejo de “separação”.
Se Religião fosse algo bom, a Nova Jerusalém teria o Templo Maior.
Lá, todavia, a Vida acontecerá ao Ar Livre.
Sua Luz é o Cordeiro.
Heresia é pensar diferente.
Quem não concordar comigo, fique à vontade. Mas não diga que não é exatamente isso que a Palavra diz que será o futuro quando a Redenção Total se manifestar.
Maranata!
Vem Jesus!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014



CONFIANÇA É A PALAVRA


Confiança é o bem maior que pode se instalar no ser de um homem.

Confiar é, portanto, o maior desafio do ser humano. 
 

A natureza animal desconfia, examina, observa quando se trata de encontrar um outro ente, seja caça, seja predador. No entanto, em relação ao ciclo natural das coisas—que no nível do puro instinto animal corresponderia à fé para os humanos—, todas as criaturas parecem andar descansadas. Elas se estudam no chão, no plano dos enfrentamentos, mas carregam em si a confiança da vida-não-consciente quando se trata de simplesmente existir.
 

Nós, humanos, todavia, nos tornamos seres plenos de desconfiança. A inteligência pode se tornar em armadilha, e a sabedoria em astúcia; de modo que ser inteligente e sábio permite ver que a antítese de tais virtudes pode ser laço e armadilha. Nossa desconfiança é fruto de nossa “inteligência possessa da certeza” que o conhecimento do bem é também conhecimento do mal. 
 

No fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal só há dúvida e desconfiança! Essa é a única certeza que dela provém!
 

Confiança, portanto, é algo que para existir num homem precisa se impor contra todos os seus instintos de inteligência-caída, e programada para desconfiar. 
 

No homem até o instinto da vida se tornou desconfiança!
 

Além do quê, para os humanos, confia-se apenas como entrega na impotência, pois, se ainda se crê que nosso próprio braço pode mover alguma coisa, será ele que usaremos, visto que os humanos parecem pensar em confiança apenas como o recurso a ser buscado quando nenhum poder humano se faz disponível. 
 

Confiança assim não é confiança, mas apenas resignação de natureza psicológica.
 

A verdadeira confiança é um estado da fé, quando se transforma em entendimento espiritual, o que torna a confiança não apenas em algo como um ato, mas sim como a realidade de um estado permanente, no qual os atos em si são feitos da matéria prima da própria confiança.
 

Mas como e por que alguém confiaria no invisível?
 

Ora, a questão é que todas as coisas que são, são como são. Portanto, sem confiança e fé, na muda na Terra, posto que somente a fé projeta o que é bom, mesmo que ainda não exista como fato concreto. 
 

Somente a confiança muda o mundo que nos cerca; mas para que isto aconteça, ela antes tem que ter mudado o mundo interior do homem que diz experimenta-la.
 

Na falta de confiança, todavia, subsiste apenas a desconfiança da sobrevivência, e que é infinitamente mais aflita que a luta de uma fera pela vida, posto que nossa inteligência caída nos remete sempre para as piores conclusões da inteligência inclinada para o mal, pois que o mal existe em nós; daí ele ser projetado como imagem de nosso interior sobre o mundo, e como todos fazem assim, nos defendemos uns dos outros, e nos matamos em desconfiança.
 

Somente a fé que permanece confiante é que carrega consigo as certezas de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem.
 

Confiança, portanto, não se entrega pela metade, nem nos provê com suas bênçãos se a entrega a ela não for total. E o “total” nesse caso é apenas aquilo que se transforma em descanso. De tal modo que a confiança é medida pelo descanso que a alma experimente enquanto confia.
 

Confiança deve ser o estado do ser pacificado com Deus. Por outro lado, ninguém é pacificado em Deus se não se entregar em confiança ao amor e à fidelidade de Deus.
 

Confiança é fruto de alguém saber que nada pode separa-lo do amor de Deus!
 

sábado, 19 de outubro de 2013

ROSTOS SEM IDENTIDADE


Cheios de expectativa e tensão, os calouros da faculdade de medicina ficam chocados ao encontrar, em sua primeira aula de anatomia, a triste cena de corpos sem identificação, estendidos sobre o mármore branco. Marco Polo, um brilhante e audacioso aspirante a psiquiatra, não consegue aceitar a frieza com que os professores se referem aos corpos, dizendo que ali a identidade não importa.

À procura de informações sobre esses personagens aparentemente sem passado, Marco Polo se depara com um mundo de sonhos frustrados, futuros desfeitos e esperanças perdidas. Quem o guia nessa jornada é o excêntrico Falcão, um mendigo que conhece a fundo a mente humana. Apesar da difícil situação em que vive, Falcão recupera a sua alegria inata ao conviver com o jovem sonhador.

Estimulado pelo novo amigo, o recém-formado Marco Polo lança-se numa arriscada batalha contra professores e médicos de renome internacional para tentar mudar a abordagem clássica da psiquiatria, criticando os paradigmas da medicina, a indústria do preconceito e o sistema social.

Tendo a vida de Marco Polo como fio condutor desta comovente e vibrante narrativa, O futuro da humanidade nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da psicologia, introduzindo conceitos da ciência de forma simples e nos fazendo refletir sobre o rumo que a sociedade está tomando.

Todos os dias ao chegar no trabalho subo de elevador até o 13º Andar, deparo-me com várias pessoas, sei que todas elas tem uma história, no entanto muitas fingem que não estou ali, pois elas não me percebem, assim com também não as percebo. As vezes chego a conjecturar que sou um mero cadáver perambulando pelas ruas de uma cidade grande, dissecado pelas relações frias e distantes, pela falta de altruísmo, pela nulificação do próximo.
Ora, é bem provável que isso ocorra, porque estamos acostumados a viver em um mundo em que as pessoas agem na expectativa de reciprocidade.

A ação traz uma reação. Infelizmente, não se encontra sabor em relações desinteressadas. A suposta amizade vive de expectativas.
O que o outro pode me proporcionar?
Que ganho haverei de ter ao ir a tal evento?
Quem é fulano?
O que ele faz?
É filho de quem?

Tempos em que os adornos valem mais do que o essencial. Tristes tempos. As amizades interesseiras têm prazo de validade. As relações são inconsistentes. É comum, em um círculo de amigos, cada qual falar de si mesmo como um hobby. Uma geração narcisista. O pronome mais utilizado é o de primeira pessoa: "eu' Tristes tempos, repito.

Tempos de escassez de atitudes de misericórdia - descartar uma pessoa é mais fácil do que se desfazer de um objeto de estimação. Falta estima pelo ser humano. Vivemos em uma sociedade em que o consumo coisifica a pessoa Quanto mais se tem, mais se deseja e, quando não se tem, o desejo também faz questão de ficar. Falta um sonho de vida e sobram angústias pelas ausências desse sonho.